Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de junho de 2010

Nota Rápida: Arte de/na rua (2)

Os grafiteiros Blu (que já apareceu aqui) e Os Gêmeos fizeram uma intervenção num prédio de Lisboa como parte do festival Crono:



O Blu incluiu em seu site um vídeo mostrando o detalhe dos olhos de um dos personagens: por sugestão dos Gêmeos, ele usou bolas soltas, que balançam com o vento.O efeito é ótimo.

***

Os caras do Ok Go (que também já marcaram presença aqui) lançaram mais um clipe viral: End Love. Agora, eles brincam de manipular o tempo, comprimindo um dia de filmagem em meio segundo, ou esticando meio segundo em 16. E tudo isso em um único plano-sequência!



Quando é que esses caras vêm ao Brasil? Se eles forem tão divertidos no palco quanto são na web, um show deles deve ser uma experiência inesquecível...

domingo, 9 de maio de 2010

Um pouco de música, arte e ciência

Mais um final de semana, mais uma chance de escrever algum post original perdida. Acho que é hora de largar de mão a preguiça e diminuir o número de feeds no meu Google Reader... Mas, afinal de contas, é Dia das Mães - vocês não queriam que eu arranjasse tempo pra escrever com a casa cheia, macarronada por almoço e bolo de chocolate de sobremesa, né? Então, que tal mais uma rodada de links aleatórios?

***

Neste artigo do site Cracked.com, por exemplo, você pode conhecer 5 artistas/grupos famosos que roubaram ideias de outros artistas/grupos. Led Zeppelin, Deep Purple, Black Eyed Peas e Metallica são alguns dos acusados na lista, que deixou de fora o caso Jorge Ben(jor) vs. Rod Stewart.

***

Quer ver artistas mais originais? Que tal o projeto 6emeia? (dica do Moreno).

***

Eu já mencionei aqui minha nova mania: os podcasts. Além do já citado Tweet Me Harder, não perco mais um episódio de Radiolab, programa de Ciências de uma rádio pública nova-iorquina (isto ainda tem hífen?). É quase um Mundo de Beakman para adultos: temas científicos como memória, demência e os limites do corpo e do conhecimento humano (e até bandas que criam seus próprios instrumentos) são apresentados de forma simples e divertida, mas sem desprezar a inteligência do ouvinte. Eu era fã do Beakman (nerd, eu? Magina!), agora sou fã do Jad Abumrad.

No episódio sobre Limites, duas histórias me fascinaram. A primeira é a do russo Solomon Shereshevsky, ou Mr. S., um homem capaz de lembrar-se de quase tudo: de sequências numéricas ou silábicas aleatórias ao Inferno de Dante em italiano, língua que ele mesmo não falava (sim, parece o conto do Borges "Funes, o Memorioso" - você pode ler um artigo sobre isso aqui). Parece ótimo? O problema é que as lembranças eram tantas que qualquer imagem trazia uma torrente de memórias... Imagine se, toda vez que você visse um cachorro, você lembrasse de todos os outros cachorros que já viu, e de todas as vezes em que ouviu alguém chamando outra pessoa de cachorro, e de todos os cachorros-quentes que já comeu... É por aí. O médico A.R. Luria, que acompanhou o caso, registrou tudo no livro The Mind of a Mnemonist (disponível também no Google Books).

A outra descoberta fascinante deste episódio foi o software Eureqa (mais sobre como ele funciona aqui). Se você leu O Guia dos Mochileiros das Galáxias, basta dizer que este programa seria basicamente a versão "em carne e osso" do Pensador Profundo, o supercomputador construído para responder à pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo o mais. Criado por Michael Schmidt e Hold Lipson, o Eureqa foi capaz de deduzir a 2ª Lei do Movimento de Newton (F=ma, lembra?) em menos de um dia, com base apenas na observação de um pêndulo duplo. A melhor parte é que o Eureqa está disponível gratuitamente para download. Não é sensacional este mundo conectado?

A parte curiosa/assustadora? Exatamente como o Pensador Profundo, o Eureqa é capaz de identificar equações que nós mesmos não somos capazes de compreender. Foi o que aconteceu com o biólogo Gurol Suel: ele usou o Eureqa para analisar processos de regulação genética em células, e conseguiu equações que previam esses processos. Mas ele ainda não conseguiu entender porquê as equações estão certas... Será possível que a lógica de alguns processos biológicos seja observável, mas não explicável? Ou será que, com as equações na mão, é só questão de tempo até se chegar ao porquê? Qual o limite para a nossa capacidade de explicar a vida, o universo e tudo o mais?

domingo, 2 de maio de 2010

Tentativa e Erro

Isto é sensacional:


Não sei como eu pude passar tanto tempo sem saber da existência da Portsmouth Sinfonia, a orquestra responsável por esta interpretação brilhante da introdução de Also sprach Zarathustra. A Portsmouth Sinfonia nasceu em 1970, fundada por estudantes da Portsmouth School of Art, na Inglaterra. Seria mais uma orquestra estudantil, se não fosse pelo critério de entrada: os membros não podiam ser músicos - ou, se fossem músicos, tinham que tocar um instrumento que nunca tivessem tocado antes. Não valia tocar mal de propósito: cada um deles devia se esforçar para acertar. Em 10 anos de atuação (a última apresentação do grupo foi em 1979), se tornaram um fenômeno cultural e gravaram 5 álbuns. O repertório inclui clássicos como a abertura de Guilherme Tell, No Hall do Rei da Montanha (do balé Peer Gynt, de Grieg), o coro Aleluia do Messias de Händel e a Dança da Fada Açucarada d'O Quebra-Nozes de Tchaikovsky; assim como músicas mais populares como (I Can't Get No) Satisfaction dos Rolling Stones e God Only Knows dos Beach Boys.

Ouvir a Portsmouth Sinfonia me fez lembrar de Florence Foster Jenkins, uma das piores sopranos do mundo (ouça, por sua própria conta e risco, as versões dela para The Laughing Song e Queen of Night). Conheci a história dela na peça Gloriosa, estrelada por Marília Pêra, que esteve em cartaz no Rio no começo do ano passado. Com dinheiro suficiente para bancar seus próprios álbuns e recitais, Florence acreditava sinceramente em seu talento. Chegou a se apresentar no Carnegie Hall, com casa lotada. Claro que a maioria das pessoas na plateia de suas apresentações estava lá para rir da falta de ritmo, afinação e senso de ridículo (ela gostava de usar figurinos exóticos, que podiam incluir asas) de Florence. Mas ela não se abalava: "dizem que eu não posso cantar, mas ninguém pode dizer que eu não canto".

Dizem que é melhor tentar e perder do que nunca ter tentado. Dizem que o importante é fazer o que o coração manda. A verdade é que, não importa o quanto você se dedique a algo, nem o quanto você goste de algo, você pode, sim, falhar miseravelmente. Fica a pergunta: o importante é acertar ou se divertir tentando?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Librarians Rock! (corrigida)

Quando você cresce, há duas instituições que o afetam especialmente: a Igreja, que pertence a Deus, e a biblioteca, que pertence a você.

A frase é de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, que revela em sua autobiografia (prestes a ser lançada lá fora) o sonho secreto de ser bibliotecário. Quem diria, enquanto eu estava aqui sonhando em tocar guitarra como Keith Richards*, ele estava lá sonhando em aprender a usar a Classificação Decimal de Dewey!



---
* Ok, eu não sonhava em tocar guitarra como Keith Richards. Meu sonho musical secreto é ser uma daquelas negras lindas com um vozeirão, fazendo backing vocal numa banda de blues/jazz num clube enfumaçado de New Jersey [Errata: New Orleans! Isso que dá insistir em postar quando se está cabeceando de sono]... Como as moças que acompanham Buddy Guy em Feels Like Rain Mp3 (clique para ouvir).

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nota Rápida: Coisas fofas

A verdadeira Turma do Minduim (no original, The Real Peanuts - clique para ver a camiseta):


E uma aula de história da arte em vídeo: 70 Million, da banda franco-americana Hold Your Horses:

70 Million by Hold Your Horses ! from L'Ogre on Vimeo.



E por hoje é só, p-p-p-pessoal!

domingo, 21 de março de 2010

História de Desconversão



Uma pequena história de desconversão... O pianista é o responsável pelo QualiaSoup, canal do YouTube especializado na defesa do pensamento crítico. Mas a historinha se baseia na vida de outro "ateísta militante", conhecido pelo apelido TheraminTrees.

Sei que estou devendo um post decente em vez destas colagens de vídeo, mas minha cabeça está fervendo com tantas ideias que preciso primeiro parar, me organizar, e aí sim (re)começar a produzir. Espero que este vídeo de um cover de Come As You Are, do Nirvana, só com vozes femininas, ajude vocês a passar o tempo.



Até a próxima!

sábado, 6 de março de 2010

Duas músicas e uma foto

Uma música pra curtir dor-de-cotovelo: Most of the Time, do Bob Dylan. Ouvi esta pérola pela primeira vez num dos meus álbuns favoritos, a trilha sonora do filme Alta Fidelidade (que ainda tem Velvet Underground, Elvis Costello, The Kinks, e um monte de música boa pra dor-de-cotovelo...)

"Most of the time / My head is on straight, / Most of the time / I'm strong enough not to hate. / I don't build up illusion 'til it makes me sick, / I ain't afraid of confusion no matter how thick / I can smile in the face of mankind. / Don't even remember what her lips felt like on mine / Most of the time."

Por falar em Bob Dylan, encontrei na Wikipédia esta foto dele aos 22 anos, com a Joan Baez, na Marcha pelos Direitos Civis de 1963 em Washington, D.C. Fofo, né?

Outra música, mais esperançosa e com um clipe divertido (um não, dois! Veja o primeiro aqui): This Too Shall Pass, do Ok Go. Eles são os caras da coreografia em esteiras que virou um dos vídeos virais mais famosos da Internet, e atacam agora com uma máquina de Rube Goldberg (lembram da abertura do Rá-Tim-Bum?)


Let it go, this too shall pass. / When the morning comes.
(You know you can't keep lettin' it get you down. No, you can't keep lettin' it get you down.)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Pra Começar o Ano


Este cartoon do Garfield Minus Garfield traduz bem meus sentimentos para o resto de 2010, e em especial nesta primeira segunda-feira da década: "Bem, sobrevivi a mais uma rodada de festas de final de ano! Agora só preciso sobreviver a outro ano... ou só hoje". Meu plano? Nada de especial: tentar viver um dia de cada vez, valorizar os amigos, e aproveitar os pequenos prazeres da vida - mesmo que seja só um vídeo dos meus bonecos favoritos parodiando um hit dos anos 70:


Mama?

Eu já disse, mas vale repetir: feliz 2010, p-p-p-pessoal!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Lua Azul, Ano Novo

Se a chuva der uma trégua, vamos receber 2010 à luz de uma "lua azul" - nome que se dá à segunda lua cheia de um mesmo mês. A próxima vez que isto vai acontecer será em agosto de 2012. Inspirada nesse fenômeno, deixo como lembrança de final de ano este clipe da música Blue Moon com o grupo The Marcels. Aproveitem o ano novo!



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Cover de Thriller, do Michael Jackson



Este é um dos meus covers favoritos. O clima voz-e-violão me fez prestar mais atenção na letra e deixou a música mais assustadora... Ah, sim, o cantor é Ben Gibbard, das bandas Death Cab for Cutie e The Postal Service (Such Great Heights, disponível no My Space e no site oficial, é uma das músicas mais fofas que já ouvi!).

Related Posts with Thumbnails
 
Creative Commons License
Notas de Pé de Iara VPS é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 3.0 Brasil.